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Fotografia

“Velocidade” ou “Tempo de exposição”? Um deles está errado e vamos explicar porquê

06 Maio, 2024

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Tal como prometido, aqui fica mais um artigo de Técnica Fotográfica, desta vez para descobrir tudo sobre o conceito de tempo de exposição. Sabes aquele “barulhinho” característico das câmeras fotográficas, quando carregas no botão e ela tira/faz a fotografia? Pois bem, está tudo relacionado! E se és daqueles que ainda falam em “velocidade”, vais descobrir o motivo pelo qual não o deves fazer.

O que é?

O tempo de exposição corresponde, basicamente, ao tempo que a câmera demora a fazer uma fotografia. Esse tempo exprime-se em horas, minutos, segundos ou frações de segundo.

Numa câmera fotográfica, existe um mecanismo chamado obturador, que pode ser eletrónico ou mecânico. O obturador permite que a luz chegue ao sensor quando disparamos, e deixe de chegar quando a fotografia acaba de se feita.

O tempo de exposição é, portanto, o tempo durante o qual o obturador fica aberto quando disparamos.

O tempo de exposição é erradamente conhecido por velocidade. O próprio conceito de velocidade está completamente errado, pois as cortinas do obturador abrem e fecham sempre à mesma velocidade, o que muda é durante quanto tempo ficam abertas. Quando alteramos o Tempo de Exposição não estamos a mexer na velocidade de coisa nenhuma, estamos a deixar entrar a luz durante mais ou menos tempo.

Infelizmente o uso da palavra velocidade está completamente enraizado e muitas pessoas recusam aceitar que não faz sentido, continuando a falar em Velocidade quando deveriam falar em Tempo de Exposição.

Numa câmera Reflex o obturador está mesmo à frente do sensor, portanto está junto ao plano em que as imagens são registadas. Nesta situação o obturador chama-se PLANO-FOCAL. Noutras câmeras, sobretudo nas câmeras de grande formato, o obturador está dentro da objetiva e nesse caso chama-se obturador CENTRAL.

Alterar o tempo de exposição permite tornar as fotografias mais claras ou mais escuras, pois estamos a expor o sensor à luz durante mais ou menos tempo.  Com um tempo mais curto entra menos luz, criando imagens mais escuras, e com um tempo mais longo entra mais luz, criando imagens mais claras.

Escala de tempos de exposição:

BULB   

30”  15”  8”  4”  2”  1”  2  4  8  15  30  60  125  250  500  1000  2000  4000  8000

Quando existem aspas estamos a falar de segundos, e quando já não há aspas, estamos a referir-nos a frações de segundo. O tempo de exposição mais longo e mais curto depende do modelo da câmera. Quanto à posição chamada BULB, este é um tempo de exposição indefinido, que começa quando carregamos e só acaba quando tiramos o dedo do disparador. Não tem portanto uma duração pré-definida.

Usamos o BULB quando queremos ultrapassar o tempo mais longo que a câmera faz (30 segundos na maioria das câmeras). Para fazer exposições muito longas em BULB usa-se um comando à distância.

Fotografia de Miguel Claro

O nome BULB tem a sua origem em antigos disparadores pneumáticos que tinham uma pera (chamada Bulb em inglês), que abria o obturador quando pressionada e que fechava quando se deixava de fazer pressão.

Para além se ser usado para obtermos imagens mais claras ou mais escuras, o tempo de exposição é extremamente importante quando fotografamos objetos em movimento, pois o facto da câmera estar a fotografar durante mais ou menos tempo vai ter influência na aparência do movimento dos objetos. Se usarmos tempos de exposição curtos os objetos em movimento ficam congelados e se optarmos por tempos de exposição mais longos os objetos em movimentos ficam mais arrastados. Esta variável é portanto fundamental para a fotografia de movimento pois permite-nos decidir até que ponto está presente essa sensação de movimento nas nossas fotografias.

Agora já sabes o potencial que o controle sobre o tempo de exposição te oferece. Efeitos fantásticos nas tuas imagens e, quanto mais praticares, melhores resultados terás! Seja na Fotografia Nocturna, Fotografia de Rua ou qualquer outra área da fotografia, precisas de conhecer e utilizar este conceito para um total domínio da Técnica Fotográfica.

E há muito mais para aprender, continua atento ao Blog IPF!