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Já conheces os 5 elementos fundamentais na Composição Fotográfica?

28 Fevereiro, 2024

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Em Fotografia e nas outras artes visuais, como o Desenho, a Pintura ou o Design Gráfico, existem vários elementos que funcionam como ponto de partida para que a mensagem a transmitir visualmente chegue ao destinatário. Uma fotografia terá um significado diferente para cada pessoa, gerando um número variado de interpretações.

Mas quando damos os primeiros passos no mundo subjetivo da Composição Fotográfica, estes elementos e a forma como se relacionam dentro de uma imagem constituem uma matriz sobre a qual se irá alicerçar o conteúdo da nossa fotografia. Esses elementos são o Ponto, a Linha, o Plano, o Volume e a Textura.

O PONTO

O ponto é o elemento mais simples das artes visuais. Geometricamente, um ponto é um par de coordenadas X, Y. Do ponto de vista gráfico, denomina-se por ponto tudo aquilo que é pequeno em relação aos elementos que o cercam e possui um formato relativamente simples.

Um ponto, mesmo sendo um pequeno elemento, pode ter grande influência numa composição. O ponto pode ter uma identidade própria ou pode fundir-se na composição. O ponto que se forma na intersecção de duas linhas diagonais é interpretado como um alvo, o “X do mapa”.

A LINHA

A linha é uma sequência de pontos, pode ser interpretada como a conexão de dois pontos ou como um ponto em movimento. A linha é mais dinâmica que o ponto, pois gera a sensação de movimento. Através da distribuição das linhas é possível manipular o sentido de observação de uma imagem.

A fluidez de um traço vai depender acima de tudo da sua espessura: uma linha fina e suave simboliza um movimento rápido e delicado, já uma grossa e irregular expressa o oposto. É importante lembrar que quando uma linha adquire uma certa espessura, passa a comportar-se como um plano. Assim como o ponto, a espessura máxima de uma linha vai depender do contexto em que ela está inserida.

A continuidade da linha também influencia a leitura da mesma. Uma linha contínua permite que o olho vá de uma extremidade a outra rapidamente, já uma linha tracejada causa pequenas “pausas” na sua leitura, ou seja, demoramos mais tempo para ir de uma extremidade a outra. No caso de uma linha irregular, o tempo de leitura é ainda maior.

O PLANO

Quando várias linhas se agrupam, forma-se o plano, uma superfície com largura e altura. Um plano com limites define uma forma. O plano pode ser de qualquer cor, liso ou texturado, opaco ou transparente, etc.

O plano é a linha em movimento. A diferença entre um plano e uma linha espessa é o tamanho; o plano deve ser grande em relação aos pontos e linhas presentes na composição. Saber definir proporções é essencial, uma vez que a linha não é “lida” da mesma forma que o plano.

VOLUME

Qualquer objeto que possui profundidade tem volume. Para representar tal profundidade num plano bidimensional (folha de papel, ecrã de computador, etc.) são usadas convenções gráficas.

perspetiva é um dos artifícios usados para simular volume. Percebemos os objetos em primeiro plano maiores e os mais afastados menores. Outro artifício usado é a variação da espessura da linha, pois à medida que os objetos se afastam, a linha é mais fina.

TEXTURA

A textura é o elemento visual que com frequência serve de substituto para as qualidades de outro sentido, o tato. Na verdade, porém, podemos apreciar e reconhecer a textura tanto através do tato como da visão, ou ainda mediante uma combinação de ambos.

A textura é portanto o aspeto de uma superfície ou seja, a “pele” de uma forma, que permite identificá-la e distingui-la de outras formas. Quando tocamos ou olhamos para um objeto ou superfície “sentimos” se a superfície é lisa, rugosa, macia, áspera ou ondulada. A textura é por isso uma sensação visual ou tátil. As texturas podem ser naturais ou artificiais.

Também é possível que uma textura não apresente qualidades táteis, mas apenas óticas, como no caso das linhas de uma página impressa, dos padrões de um determinado tecido ou dos traços de um desenho.

Henri Cartier-Bresson
Henri Cartier-Bresson

Combinando estes vários elementos de forma harmoniosa irá resultar em imagens mais atrativas e estas são algumas das muitas questões abordadas durante o Workshop de Composição ou na disciplina de Composição do Curso de Iniciação à Fotografia  e do Curso Profissional de Fotografia.

Fotografias de Henri Cartier-Bresson