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Fotografia

10 Mandamentos da Fotografia para 2024

24 Janeiro, 2024

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Ano Novo, fotografias novas! Para quem gosta de Fotografia, esta é uma realidade e um cenário constante: novas imagens e uma grande vontade de as captar com a maior qualidade possível. No entanto, ainda caímos, muitas vezes, em erros recorrentes ou, pelo menos, em práticas que não ajudam a obter esses resultados tão satisfatórios quanto gostaríamos.

À semelhança das listas de desejos para o Novo Ano, podemos ter como inspiração e guia pessoal, um conjunto de “mandamentos” básicos e essenciais à captação fotográfica, para que 2024 seja um ano com imagens memoráveis e surpreendentes. Vamos lá?

1. Prestar atenção à composição

A técnica fotográfica é uma parte importantíssima da fotografia, mas não devemos deixar de lado a composição da imagem. É frequente vermos imagens “estragadas” por elementos distractivos (e tantas vezes evitáveis), que causam demasiado ruído, ou seja, confundem o olhar pelo excesso, ou desviam a atenção para assuntos que não os elementos que se pretendiam fotografar. Exceptuando situações momentâneas como acontece, muitas vezes, com a Fotografia de Rua ou no Fotojornalismo, normalmente, nada nos impede de investir mais uns segundos a pensar a fotografia antes do clique – e isso fará a diferença!

2. Não subestimar a utilidade do tripé

Utilizar um tripé (ou, em alternativa, outro meio de apoio estável para a câmera – ex:.mesa, muro, etc) é uma forma simples e quase garantida de não se obter uma imagem tremida. E – atenção! – tremida não significa desfocada. O que acontece, principalmente em situações de Fotografia Nocturna ou mesmo durante o dia, mas sem grandes fontes de luz, é que somos obrigados a aumentar o tempo de exposição (o tempo que o obturador se encontra aberto para a entrada de luz na objectiva) e esses segundos ou até mesmo fracções de segundo, ainda que pareçam rápidos, na verdade não são o suficiente para que as nossas mãos consigam garantir uma estabilidade total da câmera. Pode parecer pouco prático andar com um tripé, mas as fotografias serão, sem dúvida, muito melhores.

3. Valorizar o equipamento que já adquirimos

Outra situação relativamente comum é o facto de nos focarmos demasiado no material que sonhamos vir a ter, sem aproveitar devidamente o que já adquirimos. É compreensível que comprar uma objectiva melhor ou algum acessório topo de gama seja excitante e motivador, principalmente depois de compararmos imagens captadas com esse material, com as nossas. Mas, por vezes, acabamos por esquecer que o nosso equipamento pode conseguir resultados igualmente bons, ou, pelo menos, muito mais interessantes do que julgávamos à partida, só porque escolhemos o caminho mais fácil.

Partilhar experiências com outros fotógrafos (amadores ou profissionais), pesquisar sobre o potencial das nossas câmeras e objectivas, sobre os comportamentos das mesmas, assim como truques eficazes, podem tornar o “velho” material em algo totalmente novo, sem esquecer que, acima de tudo, um equipamento bem cuidado vai ser sempre melhor do que o material que tratamos com negligência e que, rapidamente, se irá danificar, independentemente do quão recente seja.

4. Deixar de usar o modo automático

É muito natural que, ao adquirir uma câmera, usemos o modo automático, principalmente perante equipamentos que nos parecem complexos, tal como as DSLR. Muitas opções, botões, símbolos, que podem assustar e confundir, à primeira vista. No entanto, a verdade é que nenhuma fotografia captada em automático se compara a uma BOA fotografia captada em modo manual, ou, eventualmente, num dos modos semi-automáticos, pela simples razão de que, sabendo a técnica e percebendo os valores e necessidades para cada situação de luz, poderemos “brincar” com a fotografia e retirar dessa representação da realidade o seu melhor, em termos fotográficos.

Seja um contraluz, sobreexposição, subexposição, longa exposição, ou tantas outras situações em que o aparente erro pode tornar-se numa técnica pretendida e pensada, a satisfação com a qualidade e criatividade das nossas imagens será algo bem superior a qualquer automatismo integral.

5. Educar o olhar

Sim, a nosso olhar pode – e deve – ser educado. Ver filmes; observar, atentamente, outras imagens e, até mesmo, quadros e pinturas diversas;  desenvolver o sentido crítico e percebermos porque é que certas fotografias são mais ou menos apelativas ao olho humano, é uma forma de nos tornamos melhores fotógrafos. Logo à partida, porque, tal como falámos atrás, nos ajuda a ter uma melhor noção de composição fotográfica; mas também porque auxilia na criatividade e na produção do nosso próprio trabalho com algum elemento diferenciador. Além disso, seremos muito mais assertivos em qualquer análise, muito mais capazes, não só de fazer, mas também de falar e compreender a Fotografia.

6. Menos é mais

Na composição, é frequente considerar que menos é mais, mas não só. Na era do digital, a tendência é também exagerar na quantidade de imagens que captamos, muitas vezes sem grande critério. Tornarmo-nos mais selectivos é um processo que leva algum tempo, mas que vale a pena. Teremos fotografias melhores, com qualidade superior, levando a cabo, quase inconscientemente, com a prática, esse mecanismo de pensar a imagem e só depois fazer o clique, diferenciando o que vale realmente a pena guardar para memória futura, enquanto produto fotográfico do qual nos orgulhamos.

7. Organizar ficheiros e fazer cópias de segurança

Mais uma vez, e falando no digital, acabamos por acumular, facilmente, imensas fotografias nos nossos computadores e demais dispositivos. Para evitar que se percam imagens ou que seja impossível encontrar o que quer que seja em tantas pastas aleatórias e mal identificadas, nada melhor do que criar um sistema de arquivo que nos ajude a ter tudo organizado e devidamente datado. Com a ajuda do Adobe Lightroom, por exemplo. Ao fazê-lo, vamos optimizar qualquer busca e facilitar a realização de cópias de segurança, outro cuidado essencial que devemos pôr em prática de forma sistemática. Afinal, quantos de nós já passamos por situações de perda de ficheiros ou, pelo menos, viemos a saber de uma situação semelhante? Todo o cuidado é pouco.

8. Praticar, experimentar e arriscar

A Fotografia é algo que se descobre continuamente. Vai além da técnica pura e exige de nós alguma curiosidade e proactividade. A melhor forma de ficarmos à vontade com o nosso equipamento e com a descoberta de um estilo próprio, é experimentando. Em 2024, além de praticar o que já sabemos (a prática faz a perfeição!), tentemos arriscar e fazer coisas novas, também. Experiências com outros géneros fotográficos, técnicas, estéticas, sem medo de falhar. Porque, sendo a Fotografia algo tão abrangente, o que conta é que tenhamos uma motivação e um objectivo – pessoal ou profissional. Ousar é a palavra de ordem!

9. Conhecer a História da Fotografia

Até que ponto conhecemos ou aprofundamos os primórdios da Fotografia e a sua história? Apesar de (relativamente) recente, é deveras interessante saber como nasceu, quem foram os inventores e outras figuras que contribuíram e aperfeiçoaram o fotográfico. Da mesma forma, as diferentes técnicas usadas, materiais, equipamentos; assim como as tendências de cada época. Já referimos que as bases teóricas também são importantes para ser um bom fotógrafo, pelo menos capaz de reconhecer os principais pontos históricos que fizeram da Fotografia o que hoje conhecemos, compreendendo também, desta forma, melhor o seu lado prático. E porque não voltar ao analógico e ao laboratório, de vez em quando? Um mundo mágico, sem dúvida.

10. Apostar na formação

Por último, mas não menos importante – pelo contrário! -, a aposta na formação em Fotografia. É claro que, ao longo da História, fomos conhecendo diversos fotógrafos de referência que foram/são autodidactas; no entanto, a verdade é que aprender com método e usufruir do know-how de fotógrafos experientes, pode fazer a diferença. Nos dias de hoje, o tempo é cada vez mais escasso e uma boa formação optimiza a evolução e aprendizagem de cada potencial fotógrafo, com acompanhamento e aconselhamento contínuo, sem descurar uma parte prática preponderante, que permita o seu crescimento. Com a vantagem de existirem, actualmente, diversas especializações e workshosps, que se mostramoportunidades de descobrir preferências e a nossa própria voz na Fotografia, o que nem sempre é fácil de atingir sem uma base consistente. O mercado é competitivo, mas há uma vantagem inegável numa boa preparação para o enfrentar com talento, criatividade, domínio técnico e um portfólio de excelência.

Que 2024 seja repleto de bons cliques!

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